Mudanças de paradigma, Negócio Social e os vinte centavos

20 centavosCara, isso tudo que está acontecendo com certeza tem me deixado pensando… É uma energia enorme que está no ar e o que me ocorre é que precisa ser canalizada e usada com o máximo de sabedoria possível.

Foi justamente pensando no ponto de partida disto tudo, as tarifas, ou melhor, nossos problemas com transporte coletivo, que me ocorreram duas coisas. O documentário – Mudança de Paradigma e as empresas de “Negócio Social” (Social Business).

Felizmente encontrei o documentário. (Só não está legendado) Veja: https://www.youtube.com/watch?v=_kcQPp8dDZw

E aí a questão que me veio foi, e se as empresas de transporte coletivo fossem convertidas em empresas operadas segundo os princípios do Negócio Social? (Seria uma verdadeira mudança de paradigma)

Há alguns anos, vi uma palestra de Muhammad Yunus no Authors@Google que me impressionou. http://www.youtube.com/watch?v=E-W6y0HzFWk

 Sete Princípios dos Negócios Sociais

  • O objetivo do negócio é superar a pobreza ou um ou mais problemas (tais como educação, saúde, acesso a tecnologia, e meio-ambiente) que ameaçam as pessoas e a sociedade e não maximixação de lucro.
  • Sustentabilidade econômica e financeira.
  • Investidores recebem de volta apenas a quantia que investiram; nenhum dividendo é dado além dessa quantia
  • Quando a quantia investida é devolvida, o lucro da empresa permanece nela para expansão é melhoria
  • Consciência ambiental
  • A mão-de-obra envolvida recebe remuneração de mercado, com melhores condições de trabalho
  • Faça com alegria

(para mais de Negócio Social, veja também: http://www.yunussb.com/ )

Transporte coletivo – Um negócio social?

Isso certamente representaria grande avanço em relação ao modelo atual. Hoje, as empresas autorizadas por contratos com o executivo, visam lucro. E se não visassem lucro? Certamente teríamos menores custos ao usuário final.

Imagine se o transporte coletivo municipal fosse efetivamente parecido com uma cooperativa. Não tenderia a ser melhor do que é? Conceitualmente, há um abismo entre mirar em “lucro zero” e o caso dos bancos, mesmo os “estatais”, que lucram BILHÕES. Capital acumulado só serve para aumentar, ou manter, diferenças sociais.

Não acho que é algo prático de se implantar, mas penso que devemos, ao menos, vislumbrar outras possibilidades para fazer mudanças importantes em nosso país. Talvez, a implantação só pudesse ocorrer como algo revolucionário. Decreta-se: acabaram as empresas de ônibus. Agora o transporte será operado por empresas que seguem tal modelo de governança. E ponto. Ou Talvez, a melhor forma (mais realista) seria encontrar uma cidade de interior e fazer rodar um piloto.

Bem, se dá para imaginar o transporte como um negócio social, por que não a Saúde, Educação, etc e tal?

20 centavos

Aliás, sobre mudanças e o momento atual, deixo aqui minha pequena contribuição. Acho que se fomos capazes de ir às ruas nestes dias, temos que pensar seriamente, depois deste período, em como poderemos dedicar tempo, todos os dias, e para sempre, para melhorar nosso país. Estamos carentes de mais cidadania ativa, ou seja, de gente acompanhando, fiscalizando, agindo, etc. É preciso trocar um pouco do futebol, novela, barzinho, por fazer parte de uma organização, criar uma organização, ou mesmo, ingressar para a política. Isto é, o início de uma era na qual uma quantidade maior de pessoas se comprometa com o exercício ativo de cidadania. Temos que fazer alguma coisa. Fazer mesmo, mais que discutir e/ou tomar alinhamentos ideológicos. A internet vem se mostrando valiosa ferramenta. São dezenas de sites e serviços que ainda tem muito a crescer, amadurecer e contribuir. Veja, por exemplo, a iniciativa: Ranking dos Políticos - http://www.politicos.org.br/

Uma coisa legal que um colega me mostrou a pouco tempo é essa proposta de novo partido, Rede Sustentabilidade: http://brasilemrede.com.br/index.php/quem-somos/manifesto.html

Quem sabe isso também não vais nos ajudar na construção de um novo país?
Alias, por falar em Muhammad Yunus, a história da criação da rede de bancos de microcrédito em Bangladesh é contada no excelente livro sobre liderança, “O 8º Hábito” de Stephen Covey. Comecei a estudar o tema liderança há alguns anos e desde então me convenci que é a falta desta a causa de tantos problemas em empresas e nas nações. Estudemos também este importante assunto e em nossas esferas de atuação, sejamos líderes! Vamos transformar nosso país.

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